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domingo, 10 de abril de 2011

- ... -

Acordei e prometi pra mim que não escreveria nada!
Que não me permitiria racionalizar demais essa situação...
São texturas e gostos diferentes, confusão de tudo...
Tudo que é tão intenso em mim!
E horas depois algumas certezas e muitas duvidas...
O desconhecido é o que nos move. E por ele, ou pela busca de conhecê-lo é que estamos todos aqui... Apenas nos permitindo... Retirando as amarras para que se possa viver o que for.
Libertando-se para sentir... qualquer coisa que seja!

quinta-feira, 31 de março de 2011

- só o que me interessa -

Sempre existe aquele tempo em que nos sentimos vazios e vazias, sem inspiração...
Talvez, para o artista a inspiração seja algo um tanto dependente, de algum lugar, de alguma coisa, música, ou na maioria das vezes, de alguém.
Acho que comigo não seria diferente, tanto tempo sem vir aqui e tanto tempo sem a vontade de escrever.
Mas, justamente por isto hoje resolvi aparecer.
Para falar sobre o que algumas pessoas muitas vezes representam pra nós, o que nos encanta nelas e o que traz de volta a inspiração adormecida.
Nestas ultimas semanas tenho convivido com muitas pessoas.. encantadoras ou não.
O fato, é que me dei conta de que justamente as pessoas que me chamavam atenção, ou que eu tinha afeto enorme, não tinham muito a ver comigo.
Na verdade elas tinham e tem muito a ver sim, mas engraçado e estranho perceber que justamente onde estava o que me encantava e o que eu considerava de melhor nelas, elas e eles, por algum motivo faziam questão de esconder.
Não sei o porque, mas a sensibilidade, a delicadeza e tantas outras coisas que me faziam ter por estas pessoas admiração, eram pelas mesmas, ocultadas. Era e é preferível mostrar o lado "popular", animadãooo... o que também é legal, mas não é essencial.
Fico triste em saber que a essência de cada uma dessas pessoas é raramente compartilhada, nós que estamos ao redor perdemos, mas me pergunto se elas não perdem ainda mais com isso.. não sei responder.
Só sei, que hoje de todos eu gostaria da essência: purinha, límpida... pra eu me encantar e me inspirar ainda mais com suas presenças valiosas.


;*

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

- Atelier Picadilly -

gente, brincando de estilista no atelie picadilly, criei este sapatinho:
entrem, votem e criem... é bem divertido!





beijoss!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

- busca -

Depois de um tempo sem vir aqui, passo rapidamente para dizer que a angustia da espera me consome.
Hoje fiz mais uma prova de segunda fase da seleção para o curso de Direção teatral.
Pensamento positivo, ansiedade, etc...
misto de sensações.
enquanto espero...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

- porque vou ver espetáculos? -

porque a arte sempre me deixa grandes sensações!
dia 23 de novembro, saí de casa com a intenção de assistir a algum espetáculo de dança ou teatro... algo que me fizesse tremer de alegria, ou me deixasse profundamente irritada, enfim.. queria sair do teatro ou qq lugar que fosse com a frase que há muito tempo não digo quando vou assistir manifestações artísticas: esse lavou minha alma.


pois é...
eis que chego, acompanhada de meu querido amigo Georgenes Isaac, na escola de dança da UFBA.
imaginei - deve ser mais uma daquelas coisas "na superficie" que ando vendo.
de qualquer forma já me sentia feliz... acho que só pelo fato de estar em SSA já era bom!
enfim... entramos em uma das salas da escola para ver a performance da artista Isaura Tupiniquim.


Durante toda a apresentação tive sensações que só Virginia Woolf e uns poucos outros artistas me provocaram na vida...
um prazerosa angustia.
quando saí, enfim com a alma lavada, refletindo a respeito da performance, que na minha humilde interpretação tinha como tema central a liberdade, fiz questão de comentar no blog da artista as minhas impressões sobre sua atuação performática.
e foi esse a minha "oralisação" com relação aos sentimentos que sua apresentação havia me provocado:


"embriago-me do teu sangue enquanto corto tua carne... nua..."
desde o comer até o pulsar... tudo que houve de mais instigante, angustiante...
o vinho, o fumo, a flor... teus movimentos.
o sofrimento de ver aquele arame machucar tua pele, o elástico te prender, enforcar..
tua elasticidade...
poesia pura em cada movimento, em cada respiração.
a dificuldade em estar livre...
a confusão de querer ora estar fora, ora estar dentro.. aprisionado naquele ninho doloroso... e parece que ao mesmo tempo confortável...

o minha respiração presa, nervosa, ansiosa durante toda a apresentação.
o meu suspiro aliviado no fim.
os meus ombros tensos...
o teu gole de vinho para aliviar a dor...
intensa, presente... corpo e alma.
belíssima apresentação!


depois de toda aquela reflexão e hoje discutindo com minha irmã em casa sobre a liberdade e o que ela representa, passo aqui para indicar o blog de Isaura (http://isauratupiniquim.blogspot.com/)e dizer que se ouvirem falar em: "entrada ao preço da razão" corram para assistir!


Um beijo e bons ventos (como diria Paloma Santana)


:)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

- Agradecer -

Agradecer é bom gesto!
então venho aqui para publicamente agradecer às pessoas que compartilham da vida comigo.
agradecer a quem comenta no meu blog - fico tão feliz com um comentário novo!
agradecer aos autores que leio, por me fazerem um degrau mais feliz todos os dias.
agradecer aos amigos, amores, lugares e tudo mais que existe nesse mundo o qual estou inserida.


Obrigada à Tiê e Roberta Campos por serem tão lindinhas cantando e me fazerem ficar com cara de bestinha ouvindo-as.




Queria falar das pessoas de uma forma mais pessoal, sobre tudo que cada uma delas representa pra mim, e o que me faz amar cada uma, que difere sempre de uma para a outra...


mas levaria um tempo, que não tenho hoje...


vou tentar ir escrevendo isso aos poucos, mas por enquanto eu apenas agradeço
por colorirem meu arco-iris!


Merci!


by: Marie!

- Martha -

Passo para falar sobre o meu grande apreço por Martha Medeiros.
Estou em um processo de confusão interna profundíssimo, no qual me apego aos grandes autores para me acalmar e me ajudar nesse tão complexo processo de auto-reconhecimento (se é que já me conheci algum dia)


então ai vai uma frase da grande Martha:



"Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto."


Beijos e Boa tarde à todos!

- sobre todas coisas -

Hoje, como em poucas vezes fiquei um tempo na varandinha de casa olhando de cima todas as coisas que o meu olhar conseguia alcançar.
eram os carros que passavam lá em baixo, as pessoas em suas rotinas, o vento que soprava calmo, as roupas penduradas nas varandas vizinhas, as árvores por toda parte, o céu ensolarado...


E tudo isso me dava a sensação de passarinho engaiolado, querendo sobre voar tudo aquilo, sem poder.
querendo aquele horizonte que é tão distante... quero o lá e o aqui ao mesmo tempo...
quero todas as coisas numa caixinha de música...


enquanto observava tudo aquilo lembrava de uma conversa que tive um dia antes com minha irmã amiga, a qual divide casa e trabalho comigo, na qual falávamos de como tudo se intensifica quando estamos apaixonadas e ela dizia que um artista sempre tem muitas paixões, nunca uma só... e entre todas essas paixões o artista tem um amor, alguém mais especial do que qualquer outro.
e ainda falava mais, que o artista precisa de paixão para sobreviver, precisa de paixão mais do que de ar...
para inspirar-se, para produzir, para sorrir, para chorar (acho que nenhum artista vive sem as lágrimas também) e até mesmo para respirar.


e completava dizendo que quando estamos apaixonados escrevemos sobre todas as coisas, até os carros passando na estrada é sinônimo de poesia (como o que aconteceu comigo agora a pouco)...


finalizamos o papo dizendo: quando se tem uma musa ou muso inspirador é poético até fazer uma questão matemática, porque o coração está florido...


e isso da um novo sentido para todas as coisas, antes tão banal, e hoje tão importantes.


Um viva à simplicidade!


Um super viva as todas as coisas e pessoas que me inspiram e me trazem vento suaves e vibrantes ao mesmo tempo...


Um viva à poesia!


Um viva ao meu coração jardim, cheio de flores que faço questão de cultivar!


Beijos

- minha música -

Todo mundo algum dia já disse: essa é a minha música!

Eu, sem sombras de dúvidas digo isso a todo o tempo.
Com relação a varias músicas diferentes.
Mas, hoje em especial, vim aqui declarar o meu profundo apreço pela música: esquadros.
A qual esteve presente no mais diversos momentos de minha vida. E também a música que descreve exatamente essa minha “saga” de estar sempre partindo...
E recomeçando em outros lugares.

“... eu ando pelo mundo divertindo gente, chorando ao telefone...”
E é assim que posso descrever-me e reconhecer-me enquanto artista.
Divertindo gente... Emocionando platéias por diversos lugares.
E à espera que um dia algo ou alguém possa também me divertir, me emocionar, me acompanhar nesse meu “fabuloso destino”.
Espero ainda mais.
 Poder não precisar mais cantar o trecho da música que diz: “chorando ao telefone”
Essa é a parte humana do artista, a parte que acontece depois do divertir gente, depois que o pano cai... A parte dos bastidores.
Onde ninguém que me veja nos palcos pode sequer imaginar.
E por isso eu espero uma ultima coisa: que alguém após o espetáculo esteja a minha espera atrás das coxias para não deixar mais que nenhum telefonema me faça chorar.


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

- antes de partir, algo já estava partido! -

“E ver na minha frente tudo que eu sempre quis...”
Essa e mais várias outras são as frases musicais que me vem a cabeça à 03:18h do dia 26 de outubro, dia este que em Florianópolis/SC há exatos cem anos a primeira lâmpada foi acesa.
Dia este, que eu parto desta ilha para um porto: Bahia!
Parto, de partir, de partida, de coração partido!
Partido por estar com lacunas, de coisas que não aconteceram, de palavras que não foram ditas, de telefone que tocou sem identificação.
De espera... De que as coisas aconteçam...
De tristeza...  de saber que o que tinha que ser já foi...
Que daqui a pouco após uma madrugada de sono, acordarei para partir...
E não será a primeira vez, e provavelmente não será a ultima...
E me vem mais uma música que diz: “longe... Distantes demais...”
E outra... E mais... outras...
“Porque as pessoas procuram entender, o que é o amor... eu só não sei por quanto tempo vou ficar sem ter você”
e EU só não sei por quanto tanto ficarei longe da ilha que eu deixo agora de coração um tanto quanto partido...
Mais uma vez, uma adolescente boba!
Uma piscina que se rendeu a personalidade do signo.
E assim... Eu vou, tentando “levar tudo de mim, que é pra não ter razão pra sofrer...”
Mas o coração estava aberto, e colocaram lá, sem que eu quisesse, uma flor.
Mais precisamente: uma rosa, que neste momento de partida já não sei se exala o seu encantador perfume ou me espeta com seus defensivos espinhos...
E ainda assim, metade querendo ir, metade querendo ficar, a cabeça vence o coração.
E a decisão é: vou!
Sem mais feridas, sem despedidas!
Eu quero agora, apenas ver o mar!

E lá nas “franjas do mar” quero apenas mandar uma mensagem endereçada à Rosa que diga assim: “quando quiser é só chamar, que eu venho pra te escutar, que eu venho pra te acalmar... prometo”

E que tudo seja como Caio F. Abreu sempre desejou:
Doce, doce e doce!!!!!

domingo, 29 de agosto de 2010

- ser ou não ser? -

"Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provações

E em luta pôr-lhes fim?"


Não me abismaria se ouvisse alguém dizer que lendo este famoso trecho do espetáculo Hamlet - Shakespeare, imaginasse Harvey Milk em uma carta sobre repressão contra homossexuais.
Mas porque?
essa famosa pergunta: ser ou não ser(...), vem permeando meus pensamentos quando olho para a sociedade brasileira.


Há algum tempo venho reparando que as revistas chamadas: revistas de fofoca, fazem questão de especular a respeito da vida sexual e afetiva dos famosos brasileiros.
e fico imaginando como cada um deles se sente, tendo que se esconder muitas vezes e fingir relacionamentos heterossexuais para não perder a doninha de casa que lhes assiste ou compra seu CD.
e me volto para os não famosos que também se perguntam: ser ou não ser... gay?
e mais uma vez esforço meus neurônios para compreender o porque de tanta mídia e tanto confusão em torno de uma questão que considero tão simples.
fico me perguntando se um homem ou mulher hetero faria essa pergunta a respeito de sua orientação ou opção sexual, e chego a certeza de que não! eles nunca se perguntariam isso.
e imagino porque os homo-afetivos devem a todo tempo atormentar-se com estas questões.
a resposta que parece tão complexa, é na verdade mais simples do que admirar o por do sol nas tardes de verão.


e quando penso em explicar isto me vem mais e mais citações.
"O desejo a nos punir, só porque somos iguais
A Idade Média é aqui"

É! me parece que Jorge Vercilo estava realmente certo quando diz que a idade média é aqui. tenho que infelizmente concordar com ele, que em pleno ano 2010 nós ainda guardamos no nosso tão pouco evoluído ser resquícios da tão temida e sem luzes: idade média.
ser ou não ser? ser ou não ser?
não?
ser?
ser ou não?
ser?
ser!

é... me atormentam as barreiras que criamos em prol de conservar "bons" costumes tão retrógrados e deixar passar vivência e pessoas tão valiosas.

Será que realmente vale a pensa perder tempo com toda essa bobagem de quem é ou deixa de ser gay, ou seria mais produtivo cada cuidar de suas vidas e fazer algo pra melhor nossa sociedade?
Será que vamos ter que nos privar de amores e amigos por uma sociedade preconceituosa e medieval?
ou eles terão que quebrar essa barreiras e viver o essencial do ser humano ao invés de deixá-lo de lado com considerações tão pequenas.
será que mais vale o caráter ou o sexo da pessoa com a qual o fulano se relaciona.
acho que tudo isso é tão pequeno quanto um grão de areia no universo.

Será melhor deixar de acolher e amar nossos filhos, irmãos, amigos por um rótulo bobo ou acolhê-los e com ele ganhar novos filhos, amigos e irmãos.
será que teremos que nos perguntar mais uma vez o velho ser ou não ser, ou livrar-nos de toda essa mesquinharia e apenas viver?

fica a pergunta:
ser ou não ser?
ir ou não a luta por nós e pelos nossos?
deixar um país onde morrem dois gay a cada dia por homofobia ou perceber que existe um ser humano que ama e que isso independe de gênero, raça ou qualquer outra dessas tão medíocres considerações?

Hoje não consigo ver diferença entre a nossa sociedade e a sociedade: Brasil colonial até o Brasil império.


Pessoas que se julgam melhores e mais puras por vestirem verde em pleno a Verdolandia e consideram os que usam amarelo como doentes e inferiores.


Dessas sociedades citadas acima só vejo uma diferença: o alvo de preconceito mudou!
Passamos dos negros para os gays.


e com todas essa barreiras mais um dia vamos vendo nossos queridos companheiros de vida sendo humilhados ou mortos por outros gays que não conseguem aceitar o fato de o amor ser livre e preferem ser chamados de homofóbicos.


e então eu retorno ao Shakespeare:





Ou insurgir-nos contra um mar de provações
E em luta pôr-lhes fim?"

Luta! essa é a palavra que poderia por fim a esse mar de negatividade que é a intolerância - o preconceito.
e do mesmo texto tem uma passagem que diz:

"Dormir... Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:
Pois quando livres do tumulto da existência,
No repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.
Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,
O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,
Toda a lancinação do mal-prezado amor(...)"



Sonhar!
é o que nos resta, porque apesar de todos os obstáculos nos sonhos poderemos ter uma sociedade como a de Lulu Santos: que considere justa toda a forma de amor.


E que considere digno o ser humano e a evolução.


Em homenagem à quinta parada do orgulho GLBT que acontece no dia 05 de setembro em Florianópolis eu deixo aqui aqui o pedido:
que todos sonhemos juntos com essa sociedade e tenhamos a esperança de que um dia isto se torne realidade.


e assim não perguntaremos mais. E sim, responderemos:
ser! sim! ser humano e BASTA!


deixo mais uma mensagem pra vocês neste final de domingo. Esta do nosso querido e fictício poeta Quirino - personagem da micro serie global: Hoje é dia de Maria
tenham todos uma boa semana!




http://www.youtube.com/watch?v=gXSAFPeUrHA

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

- silhuetas poéticas -

venho aqui contar que mais uma vez me vejo imersa em projetos sem rumo...
projetos sem pretenções, mas que me exigem a criatividade.
dessa vez o projeto chama-se: silhuetas poéticas.


desde janeiro de 2010 estou neste mundo de poetizar às sombras ou as sombras.
estas chamadas de silhuetas.
as quais (após uma estressante e divertida oficina) pesquiso e pratico.
junto com as silhuetas me vem a poesia.
de tão inebriante e inspirador que é o misterio de não explicitar as expressões.
apenas senti-las e imaginá-las.


ao longo do processo-projeto postarei aqui algumas poéticas e talvez também as silhuetas.


Silhuetas da reconhecida artista alemã: Lotte Reininger
Um beijo e até lá!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

- ser de sagitário -

"... cavalga elegância, cabeça em pé de guerra mansa..."


Há um tempo atrás, me achava distante, por completo, dos de sagitário.
enquanto ouvia uma bela musiquinha que falava desses, que são metade gente e metade cavalo.


mas de conversas em conversas, confissões e Palavreações, percebi está rodeada deles.
é! como é bom ter amigos do nono signo do zodíaco.
... tem como símbolo uma flecha que aponta para o céu, para o horizonte.
sempre, sempre: os amigos!
que bom saber que os humanos centauros, fazem questão de cultivar os amigos, e melhor ainda saber que tenho vários deles ao meu redor, quando antes pensava não ter nenhum.


E eles são sedutores...
ah! sagitarianos... essa sedução é algo tão seu, que o fazem sem nem perceber.
euforia e depressão: paradoxos!
a sorte é sua aliada, mas ela não trabalha só.
porque os meus pequeninhos arqueiros, conseguem quando querem, serem grandes
como fortes cavalos.


e doces, como "grandes" pessoas.


à todos os amigos de sagitário.
com os quais compartilho de sua expansividade e boas vibrações.

música:
http://www.youtube.com/watch?v=hqRTXNCxLDc

terça-feira, 10 de agosto de 2010

- apelativa -

escrevo pra mim! para ler e reler, e ver o quanto aprendi ou não usar as palavras...


mas, apesar de escrever para mim, tenho sempre a esperança de que alguém compartilhe.

sábado, 7 de agosto de 2010

- ao grande exupéry -

Como me faz feliz a leveza do pequeno príncipe
E saber que muito próximo a nós existem “planetas” onde os pequenos-grandes príncipes podem nos acompanhar a qualquer hora nos vários pores-do-sol que podemos desfrutar.
Basta abrir as páginas e deixar-se ser mais uma vez criança.
Para todas as crianças de coração.

Que as lágrimas sejam sempre gotas de água para os que tem sede.

E que a tristeza seja um planeta tão pequenino que se torne invisível perto das estrelas que todas as noites se põem a sorrir.

Para a grande criança que um dia nos presenteou com o seu melhor: a sensibilidade imaginativa.


Ao pequeno Antoine!
E ao  querido Beu! que além de ser um pequeno príncipe, tem a leveza dos cantos de passarinho.

- é companheiro, estamos na superfície! -





É ainda uma verdade o fato de não podermos habitar o interior do planeta, mas há algum tempo venho percebendo que a maioria dos jovens além de habitarem a superfície da terra como todo e qualquer ser humano terráqueo, leva essa palavra muito a sério na sua ideologia de vida.

Há aproximadamente uns três meses em uma das várias festas familiares que freqüentei me pediram para colocar uma música para que todos nós pudéssemos ouvir, e então eu prontamente quis colocar o bom e velho jazz. Apenas quis! Pois logo minha prima de dezoito anos gritou de lá: - Ah! Não vai colocar essa música de velho!

- Ã?  Foi a minha resposta... Obviamente todos concordaram com ela e colocaram um dos famosos pagodes baianos e todos viveram felizes para sempre.
Foi quando parei para analisar o quão ridículo e fora de moda hoje é: ouvir jazz, vestir roupas que não estejam mais “na moda”, ler Virginia Woolf ou Caio F. Abreu ou George Orwell, gostar de cinema Europeu ou ainda deixar de ir a uma balada pra ir ver um espetáculo teatral. Mas o líder em “fora de modismo” são os museus. Nossa! Os museus! Os lugares mais odiados por essa nova sociedade brasileira.

E então eu me pergunto: eu sou careta demais ou a juventude está cada vez mais superficial?

Sim! Acho que esta é palavra que definiria perfeitamente a nova geração. A geração que não sai de casa sem maquiagem ou até mesmo sem escovar ou arrumar muito bem os cabelos, sem estar vestindo a ultima tendência da moda mundial ou sem aquele celular magnífico que faz até cafezinho e arruma a cama.
Me irrita e deprime o fato de saber que as bibliotecas estão há muito abandonadas, e os museus e teatros? eu nem comento mais!

 Toda a forma de expressão artística idolatrada pela juventude de 70, na era dos “vcs, tbs, msm, tc, miguxas” virou lixo.

E é uma pena saber que a nossa grande batalha em prol da liberdade de expressão e conscientização política e social não serviram de nada, porque é muito mais fácil seguir as várias ditaduras existentes do que se afastar da massa feliz com sua magnífica política “Panis Et circenses” e usar um dos seus mais preciosos bens: o cérebro!

É! O cérebro já está aposentado há bastante tempo, porque eu não acredito que alguém capaz de usá-lo ouviria coisas do tipo: rala a tcheca* no chão, esfrega a xana* no asfalto, e se sentiria satisfeito.

Mas com esse desabafo-protesto eu quero dizer que o que me mantém viva e ainda feliz apesar de tudo é saber que ainda existem pessoas com menos de trinta anos que são capazes de usar e abusar do pensamento crítico e não aceitam todas as coisas impostas pelos não usuários de cérebro.

Quero deixar claro que não sou contra as pessoas que cuidam da sua beleza física ou gostam de se vestirem “bem”! Sou contra sim! As pessoas que fazem disso seu único objetivo de vida e não colaboram de forma nenhum para uma melhor sociedade.

Uma sociedade de leitores, críticos, artistas ou apreciadores de arte.

Uma sociedade de pensantes ao invés de uma sociedade de propagandas ambulantes de roupas, sapatos, perfumes ou maquiagens.

Uma sociedade que seja realmente bonita! E isso independe da sua estética física!
E uma sociedade que consiga cavar um pouquinho mais só para não ficar tão na SUPERFICIE!






PS.: Veja esta postagem também em: transarevista.com.br