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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

- pressa -

com a pressa dos dias minha caligrafia vai ficando cada vez pior
sinto que já não sei mais escrever...
com a pressa dos dias os amigos já não estão com tanta freqüência
e eu... nem posso reclamar, porque também não sou mais aquela presença constante.
com a pressa dos dias a angustia de não fazer nada aumenta
e não me permito mais o, antes delicioso, ócio.
com a pressa dos dias leio apenas frases, porque os livros me tomam muito tempo
com a pressa dos dias sinto que vou me perdendo... buscando me adequar...
e quanto mais corro, sinto que fico ainda mais lenta...


com a pressa dos dias...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

- ainda sobre teu veneno -

Se fosses tu uma aranha armadeira
Ainda assim desejaria tua companhia
Preferível abdicar de toda a minha juventude e provar do teu veneno fatal
Do que morrer de velhice sem te sentir.
Isto sim! Seria pior do que morrer de tédio.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

- sobre tuas pétalas -

Se acreditei na vida, que fosse a fidelidade o que há de mais belo
Depois de te encontrar, rosa-fiel, vejo que é o que há de mais mesquinho
Se tua mulher não te deixa fazer ao meu lado um passeio pela lagoa dos amores
Traia então a ela!
Mas não traia a tua vontade
Porque é onde está o teu encanto
Quando olho pra ti e te ouço dizendo o que tua fêmea-companheira não te deixa estar ao meu lado é que vejo o quanto desejo tem de fazê-lo.
É que vejo escorrer como um veneno de bicho traiçoeiro a tua vontade de me fazer teu jardineiro, rosa.
O desejo de que eu te regue todas as manhãs ensolaradas e não te deixe murchar as pétalas nas manhãs geladas.
E te garanto que não deixaria...
As tuas pétalas rosa-covarde, seriam as mais iluminadas no jardim desta ilha de magia
Porque eu sim! Que não te proíbo de nada, sei cuidar de ti e te manter viva.
Aquela que não te deixa, tu obedeces, mas tu mesmo sabe que teu caule espinhento só é forte e te mantém em pé porque EU te instigo a ser pecaminosa
Porque neste pecado é que está a tua verdade
E na tua falsa fidelidade eu posso ver a indisfarçável vontade que tens de provar do meu veneno proibido.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

- azul -

para Daniel Tsunamy e sua poesia azul.

quando tudo se torna azul, o mundo se enche de poesia...
há de ser cor essa que lembra as mais belas sensações?
ou há de ser um estado de espírito?
o mar, o céu, e para Leila até o sol...
a vida em azul é pura poesia, é dançar em sopros de alegria
a vida em azul que me lembram bonanças sensoriais
a vida em azul que é mais ritmada do que a vida em cor de rosa de Edith
a vida em azul são ruas cobertas de música e os caminhos são canção, porque o céu quando junta com o mar, lembra o azul que quando está prateado tem o brilho do luar!
O azul que me enche de amores, sonhares e quereres
O azul sim! me da esperança de mais e mais noites dançantes



Blue!
Bleu!
Azul!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

- pintada -

um dia me pintaram e me expuseram como obra de arte
era a pintura viva dentre as pinturas imortais - fotografias de mim
de cores e texturas.


de ser um dia ao menos, em meio a uma pequena galeria:
uma obra de arte.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

- confuseando -

semana passada comprei uma pacote de folhas de papel A4.
mas não tinha lápis.
Hoje comprei um pacote de lápis.


e um dicionário.


um dicionário para desenhar?


o.O

- efêmera inspiração -

admiro os escritores porque não consigo ser como eles.
meus pensamentos, minha inspiração se resumem a apenas algumas doses de efemeridade.
quando penso em escrever um livro, ela já... se esvaiu.


rápida, intensa e fim.

- encantadora de abelhas -

"Até hoje tenho vontade de comê-los, mas, não me atrevo a fazê-los"

Assistindo ao filme tomates verdes fritos (e recomendo), me chamou atenção uma passagem, que exponho aqui através de um curtíssimo conto:

Elas caminhavam por entre as árvores
e a amizade era tanta que já sentiam a intimidade dos amantes
O medo sempre foi uma barreira para as vivências afetivas
mas ela, ah! ela era corajosa como as mães em defesa dos filhos
de uma coragem tão delicada, que suave como notas musicais, ela retirava o mel em meio a tantas abelhas, sem ser picada por uma sequer.
E com a alegria das crianças presenteava a sua companhia, para que fosse um fim de tarde doce. 
Como a beleza de sua a querida amiga.

Que o amor tenha o encanto dos tímidos e a vibração dos corajosos.

Para Idgie, a encantadora de abelhas.




segunda-feira, 9 de agosto de 2010

- mais um -

Há algum tempo venho escrevendo um livro de memórias.
Memórias da inspiradora vida artística.
Há uma semana a inspiração para essas memórias já é algo nulo.
Nestes seis dias já foram: quatro poemas, três contos, várias ilustrações e aproximadamente cento e vinte e cinco horas de pensamentos.
E a moça de costas tatuada ganha mais um escrito.
Palavreações matinais, Ansiedade desritmada.
Curiosidade angustiante.
Calafrios ao tocar do telefone.

sábado, 7 de agosto de 2010

- como as coisas seriam? -

Se as coisas não fossem como são, como elas seriam?
Se o nome do gato fosse galinha e o nome da vaca fosse ovelha.
Se o nome da gente fosse irmão.
E irmão quisesse dizer companhia.
Isso até poderia dar certo.
Mas às vezes acho que está tudo de cabeça pra baixo.
Me parece que o nome da gente quer dizer preconceito.
E o preconceito se chama qualidade.
Se os planetas se chamassem cidade, onde todo mundo pudesse ir, como seria?
Todo mundo poderia fazer pic nic do outro lado.
Ver, como o pequeno príncipe, vários pores-do-sol em apenas alguns minutos e os sorrisos se chamariam vida.
 E assim toda a vida teria que ter sorrisos.

- escrever -

Ando viciada nessa coisa de escrever.
Essa agonia entusiasmada que só passa quando me expresso.
É uma boa forma de fingir silêncio e dizer o que se sente de uma maneira menos impulsiva. 
Porém não menos verdadeira.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

- paz -

O canto de passarinho avisa o amanhecer.
Os contos de passarinho transmitem à leveza dos bem-te-vis.
A moça que não me sai dos pensamentos me traz a paz angustiada dos apaixonados como Platão.